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Na indústria do petróleo, gás e energia, o histórico de falhas com materiais compósitos relaciona-se predominantemente a defeitos de montagem ou problemas durante a aplicação de revestimentos no campo. Defeitos em revestimentos e reparos protetores podem comprometer a eficácia da proteção ou do reforço estrutural.

A inspeção periódica, realizada através de um Ensaio Não Destrutivo (END) pode, além das vantagens quanto à segurança do trabalho em uma linha de produção, também reduzir custos operacionais da indústria do petróleo, gás e energia. O custo de uma inspeção END em campo pode ser completamente justificado quando comparado ao custo de mobilização para troca ou reparo de um trecho de tubulação, por exemplo. Além dos custos com material e mão de obra, necessários para o reparo de uma eventual falha na linha de produção, existe um custo ainda maior que é causado pela perda de produção durante o período de paralisação da linha.

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O grupo de desenvolvimento do projeto SHIC é especializado em métodos ópticos de medição e desde 2005 vem trabalhando no desenvolvimento de equipamentos e técnicas para inspeção não destrutiva de estruturas compósitas do setor do petróleo e gás. Existem algumas técnicas de ensaios não destrutivos que estão sendo estudadas e utilizadas atualmente para inspecionar defeitos em materiais compósitos. São exemplos, a termografia, o ultrassom, a radiografia, a tomografia e a shearografia. Porém, nenhuma das técnicas citadas é capaz de resolver todos os problemas de inspeção em campo.  Cada técnica tem suas vantagens e desvantagens, e a “shearografia” apresenta um excelente potencial para a operação em campo.

Uma frase que sintetiza o princípio básico da técnica é: “A shearografia mede deformações!”

A shearografia, referida na literatura internacional como shearography, é uma técnica interferométrica que utiliza a luz de um laser para medir deformações micrométricas ocorridas na superfície da estrutura investigada. Sua aplicação como técnica de inspeção não destrutiva reside no fato de que os defeitos existentes no interior de uma estrutura compósita provocarão padrões de deformação irregulares na sua superfície. Portanto, as imagens resultantes da shearografia conterão anomalias que identificarão a presença de defeitos na estrutura investigada.